A glicerina pode vir de várias fontes, incluindo
separação de ácidos graxos (hidrólise
de gorduras), saponificação (adicionando
soda cáustica na gordura como parte do processo
de neutralização) e transesterificação
(na produção de biodiesel ou de detergente).
O sistema de recuperação de glicerina
da Ramm Química é projetado para produzir
um produto de alta qualidade (nível USP), a partir
de uma grande variedade de matérias primas. O
sistema proporciona uma eficiência global normalmente
superior a 95% do rendimento disponível de glicerina.
O processo de refino da glicerina bruta envolve a remoção
de contaminantes, tais como sais, gorduras não
reagidas, matéria orgânica não glicerinosa
(MONG), água e outras impurezas. Dependendo das
características da matéria prima, a glicerina
bruta pode necessitar de tratamento prévio e
de evaporação (remoção de
água) antes do refino. Em geral, o objetivo primordial
do sistema de pré-tratamento é reduzir
o conteúdo de MONG e manterá qualidade
da glicerina.
Geralmente, o pré-tratamento não afeta
significativamente a concentração de sal
ou água da glicerina crua. Se for necessária
a evaporação, a glicerina crua pode conter
uma grande quantidade substancial de sal que pode ser
reduzida conforme a água evapora. Se assim for,
um coletor especial de sal e equipamento de movimentação
é fornecido para purificar o sal e recuperar
um montante significativo de glicerina. Este sal recuperado
pode ser reutilizado em uma fábrica de sabão.
Dependendo da capacidade da planta, pode ser acrescentado
um sistema de evaporação de efeito múltiplo,
incluindo um termo compressor. Pode ser incluída
também uma ampla variedade de sistemas de vácuo,
para resolver as questões envolvendo o meio ambiente
e os custos operacionais. A glicerina crua deve ser
refinada para classificar o produto como grau USP ou
QP.
Em processo a glicerina crua chega à refinaria
para ser destilada, onde entra na coluna de destilação
para remoção e fracionamento de substâncias
indesejáveis (Stripper) — Um único
desodorizador purifica ainda mais a glicerina, removendo
os produtos voláteis inaceitáveis no produto
final. Após o resfriamento, o produto passa obrigatoriamente
por um leito fixo de carvão ativado (coluna de
adsorção), produzindo uma glicerina com
baixo grau de cor na pontuação ALPHA.
Um subproduto de óleo ainda é um resíduo
que contém uma quantidade significativa de glicerina.
A refinaria é normalmente equipada com um tanque
para o processamento de resíduos em um material
que contém 10 — 25% de glicerina. O resíduo
do tanque ainda tem consistência de um puxa-puxa,
e pode ser eliminada diretamente ou, em alguns casos,
pode ser utilizada com um grau de aditivo.
O glicerol , conhecido também como 1,2,3 propanotriol
, foi descoberto por Scheele em 1779, que o extraiu
de uma mistura aquecida de litargírio e azeite
de oliva. Na época, ele o batizou de "o
doce princípio das gorduras" O termo glicerol
aplica-se somente ao componente químico puro
1, 2,3- propanotriol .
O termo glicerina aplica -se aos produtos comerciais
purificados , normalmente , contendo pelo menos 95%
de glicerol . Vários níveis e designações
de glicerina estão disponíveis comercialmente
.
Eles diferem um pouco em seu conteúdo de glicerol
e em outras características , tais como cor,
odor e impurezas.
Dentre as características físico-químicas
do glicerol destacam -se as propriedades de ser um líquido
oleoso , incolor , viscoso e de sabor doce, solúvel
em água e álcool em todas as proporções
e pouco solúvel em éter, acetato de etila
e dioxano e insolúvel em hidrocarbonetos.
A glicerina bruta oriunda da transesteri de triglicerídeos
com álcool apresenta impurezas que a torna inapta
para o uso de certas indústrias, mas que podem
ser puri atingindo os valores exigidos pela USP (United
States Pharmacopeia).
Após a separação de fases por decantação
, a glicerina bruta apresenta um teor de glicerol em
torno de 15%, o que não lhe confere um bom valor
comercial.
Após tratamentos e puri , essa glicerina pode
apresentar valores de pureza que se assemelham a da
glicerina P.A., vendida como pura, que apresenta um
teor de glicerol de até 99,5%.
O glicerol ocorre naturalmente em formas combinadas,
como nos triglicerídeos, em todos os óleos
graxos animais e vegetais, sendo isolado quando estes
óleos são saponi com hidróxido
de sódio ou potássio, no processo de manufatura
de sabões. Desde 1949, o glicerol também
tem sido produzido comercialmente pela síntese
do propeno.
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